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  1. CANTOS.
  2. SIRVA DE PROLOGO.
  3. FUTURO LITTERARIO DE PORTUGAL E DO BRAZIL.[1]
  4. PRIMEIROS CANTOS.
  5. INDICE.
  6. PRIMEIROS CANTOS.
  7. POESIAS AMERICANAS.
  8. CANÇÃO DO EXILIO.
  9. O CANTO DO GUERREIRO.
  10. O CANTO DO PIAGA.
  11. O CANTO DO INDIO.
  12. CACHIAS.
  13. DEPRECAÇÃO.
  14. POESIAS DIVERSAS.
  15. A LEVIANA.
  16. A MINHA MUSA.
  17. DESEJO.
  18. SEOS OLHOS.
  19. INNOCENCIA.
  20. PEDIDO.
  21. O DESENGANO.
  22. MINHA VIDA E MEOS AMORES.
  23. RECORDAÇÃO.
  24. TRISTEZA.
  25. O TROVADOR.
  26. AMOR! DELIRIO—ENGANO.
  27. DELIRIO.
  28. EPICEDIO.
  29. SOFFRIMENTO.
  30. VISÕES.
  31. I. PRODIGIO.
  32. II. A CRUZ.
  33. III. PASSAMENTO.
  34. IV. ——
  35. V. A MORTE.
  36. O VATE.
  37. Á MORTE PREMATURA DA ILLma Sra D.....
  38. A MENDIGA.
  39. A ESCRAVA.
  40. AO DR. JOÃO DUARTE LISBOA SERRA.
  41. O DESTERRO DE UM POBRE VELHO.
  42. O ORGULHOSO.
  43. O COMETA.
  44. O OIRO.
  45. A UM MENINO.
  46. O PIRATA.
  47. A VILLA MALDICTA, CIDADE DE DEOS.
  48. QUADRAS DA MINHA VIDA. RECORDAÇÃO E DESEJO.
  49. HYMNOS.
  50. O MAR.
  51. IDEIA DE DEOS.
  52. O ROMPER D’ALVA.
  53. A TARDE.
  54. O TEMPLO.
  55. TE DEUM.
  56. ADEOS AOS MEOS AMIGOS DO MARANHÃO.
  57. SEGUNDOS CANTOS.
  58. CONSOLAÇÃO NAS LAGRIMAS.
  59. CANÇÃO.
  60. LYRA.
  61. AGORA E SEMPRE.
  62. A VIRGEM.
  63. ROSA NO MAR!
  64. O AMOR.
  65. SEMPRE ELLA.
  66. MIMOSA E BELLA.
  67. AS DUAS AMIGAS.
  68. SONHO.
  69. SOLIDÃO.
  70. A UM POETA EXILADO.
  71. PALINODIA.
  72. OS SUSPIROS.
  73. QUEIXUMES.
  74. AO ANNIVERSARIO DE UM CASAMENTO.
  75. CANTO INAUGURAL. Á MEMORIA DO CONEGO JANUARIO DA CUNHA BARBOSA.
  76. TABYRA.
  77. AOS PERNAMBUCANOS.
  78. TABYRA. (POESIA AMERICANA.)
  79. HYMNOS.
  80. A LUA.
  81. A NOITE.
  82. A TEMPESTADE.
  83. NOVOS CANTOS.
  84. O HOMEM FORTE.
  85. DIES IRAE.
  86. ESPERA!
  87. A SAUDADE.
  88. NÃO ME DEIXES!
  89. ZULMIRA.
  90. A UMA POETIZA.
  91. ANGELINA.
  92. ROLA.
  93. AINDA UMA VEZ—ADEOS!—
  94. O SOMNO.
  95. SE EU FOSSE QUERIDO!
  96. A FLÔR DO AMOR.
  97. A SUA VOZ.
  98. SE SE MORRE DE AMOR!
  99. A MORTE É VÁRIA.
  100. SEXTILHAS DE FREI ANTÃO.
  101. LOA DA PRINCEZA SANCTA.
  102. GULNARE E MUSTAPHÁ.
  103. SOLÁO DO SENHOR REY DOM JOÃO.
  104. SOLÁO DE GONÇALO HERMIGUEZ.
  105. ULTIMOS CANTOS.
  106. POESIAS AMERICANAS.
  107. I. O GIGANTE DE PEDRA.
  108. II. LEITO DE FOLHAS VERDES.
  109. III. Y-JUCA-PYRAMA.
  110. IV. MARABÁ.
  111. V. CANÇÃO DO TAMOYO.
  112. VI. A MANGUEIRA.
  113. VII. A MÃE D’AGUA.
  114. POESIAS DIVERSAS.
  115. NENIA Á MORTE SENTIDISSIMA DO SERENISSIMO PRINCIPE IMPERIAL O SENHOR D. PEDRO.
  116. OLHOS VERDES.
  117. CUMPRIMENTO DE UM VOTO
  118. LYRA QUEBRADA.
  119. A PASTORA.
  120. A INFANCIA.
  121. URGE O TEMPO.
  122. SOBRE O TUMULO DE UM MENINO.
  123. MENINA E MOÇA.
  124. COMO EU TE AMO.
  125. AS DUAS CORÔAS.
  126. HARPEJOS.
  127. TRISTE DO TROVADOR.
  128. VELHICE E MOCIDADE.
  129. AS FLORES.
  130. O QUE MAIS DÓE NA VIDA.
  131. FLÔR DE BELLEZA.
  132. O ANJO DA HARMONIA.
  133. A HISTORIA.
  134. A CONCHA E A VIRGEM.
  135. SEI AMAR.
  136. AMANHÃ.
  137. POR UM AI.
  138. PROTESTO. Imitação de uma poesia Javaneza.
  139. FADARIO.
  140. O ASSASSINO.
  141. A UNS ANNOS.
  142. QUANDO NAS HORAS.
  143. RETRACTAÇÃO.
  144. ANHELO.
  145. QUE ME PEDES.
  146. O CIUME.
  147. A NUVEM DOIRADA.
  148. SONHO DE VIRGEM.
  149. MEU ANJO, ESCUTA.
  150. OS BEIJOS.
  151. DESESPERANÇA.
  152. SE QUERES QUE EU SONHE.
  153. O BAILE.
  154. DESALENTO.
  155. A QUEDA DE SATANAZ.
  156. CANÇÃO DE BUG-JARGAL.
  157. AGAR NO DESERTO.
  158. HYMNO.
  159. O MEU SEPULCHRO.
  160. SAUDADES.
  161. NOTAS.
  162. NOTAS DE RODAPÉ:
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Cantos

Antônio Gonçalves Dias

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COLLECÇÃO DE AUTORES PORTUGUEZES.

Tomo I.

CANTOS.

COLLECÇÃO DE POESIAS

DE

A. GONÇALVES DIAS.


TERCEIRA EDICÇÃO.
COM O RETRATO DO AUTOR.

LEIPZIG:
F. A. BROCKHAUS.


1860.

AO SEO AMIGO
o
DR. G. S. DE CAPANEMA

OFFERECE ESTA EDICÇÃO
DOS SEOS CANTOS

O AUTOR.

SIRVA DE PROLOGO.

A collecção de poesias, que agora reimprimo, vae illustrada com algumas linhas de A. Herculano, a que devo a maior satisfação que tenho até hoje experimentado na minha vida litteraria.

Merecer a critica de A. Herculano, já eu consideraria como bastante honroso para mim; uma simples menção do meo primeiro volume, rubricada com o seo nome, desejava-o de certo; mas esperal-o, seria da minha parte demasiada vaidade.

Ora, em vez da critica inflexivel, que eu devera, mas não ousava receiar; em vez da simples noticia do apparecimento de um volume, que não seria de todo ruim, pois que teria merecido occupar a sua attenção; o illustre escriptor poz por alguns momentos de parte a severidade que tem direito de usar para com todos, quando é tão severo para comsigo mesmo,—e, benevolamente indulgente, dirigio me algumas linhas, que me fizerão comprehender quão alto eu reputava a sua gloria, na plenitude de contentamento, de que as suas palavras me deixarão possuido.

O escriptor conhecia-o eu ha muito, mas de nome e pelas suas obras: essas obras que todos nós temos lido, e esse nome que eu sempre ouvira pronunciar com admiração e respeito.

Se pois, n’aquella occasião, me fosse dado escolher auctor para esse artigo, não podia recahir em outro a minha escolha. Hoje, com mais razão. Tive ensejo de o conhecer pessoalmente, e a fortuna de encontrar nelle um d’aquelles poucos, d’alta intelligencia, que não perdem em serem admirados de perto, e cuja amizade se pode ambicionar como um thesouro: fortuna, digo, por que o é de certo, quando se admira o escripto, que se possa ao mesmo tempo estimar o escriptor; e ainda maior fortuna, quando queremos manifestar o nosso reconhecimento, que nos não remorda a consciencia, previnindo-nos, de que ainda quando digamos mais do que a verdade, ficaremos sempre aquem do que devemos.

Ahi vae o artigo tal qual o transcreveo e remetteo-me de Lisboa o meo bom amigo Gomes de Amorim.

Dresde 30 de Março de 1857.

FUTURO LITTERARIO DE PORTUGAL E DO BRAZIL.[1]

POR OCCASIÃO DA LEITURA DOS

PRIMEIROS CANTOS: POESIAS DO Sr A. GONÇALVES DIAS.


Bem como a infancia do homem a infancia das nações é vivida e esperançosa; bem como a velhice humana a velhice dellas é tediosa e melancholica. Separado da mãe patria, menos pela serie de acontecimentos inopinados, a que uma observação superficial lhe atribue a emancipação, do que pela ordem natural do progresso das sociedades, o Brazil, imperio vasto, rico, destinado pela sua situação, pelo favor da natureza, que lhe fadou a opulencia, a representar um grande papel na historia do novo mundo, é a nação infante que sorri: Portugal é o velho aborrido e triste, que se volve dolorosamente no seu leito de decrepidez; que se lamenta de que os raios do sol se tornassem frouxos, de que se encurtassem os horisontes da esperança, de que um crepe funebre vele a face da terra. Perguntae, porêm, ao povo infante, que cresce e se fortifica alem dos mares, que se atira ridente pelo caminho da vida, se é verdade isso que diz o ancião na tristeza do seu vegetar inerte, e que, encostado na borda do tumulto, deplora, pobre tonto, o mundo que vae morrer!

Em Portugal, os espiritos que o antigo poeta designou pelo epitheto de bem nascidos; aquelles que ainda tentam esquivar-se no sanctuario da sciencia ou da poesia ao pego da podridão dissolvente que os cerca, no meio dos seus generosos esforços chegam a illudir a Europa com essas aspirações do futuro, que tambem nelles não são mais do que uma illusão. As suas tentativas quasi fazem acreditar que para esta nação moribunda ainda resta uma esperança de regeneração; que nas veias varicosas deste corpo semi cadaver de novo se vae injectar sangue puro; que temos ainda algum destino a cumprir antes de nos amortalhar-mos no estandarte de D. João I. ou na bandeira de Vasco da Gama, e de irmos emfim repousar no cemiterio da historia. O desengano chega, porêm, em breve. O talento que forcejava por fugir do lethargo febril que nos consome, retrocede ao entrar no templo, e volve ao lodaçal onde agonisamos. É que a turba que ahi se debate, ou o apupa, ou lhe arroja adiante tropeços, ou o corrompe com dadivas e promessas; e fallando-lhe ás paixões más, ás ambições insensatas, lhe clama: vem refocilar-te no lodo. E, desanimado ou tentado, o talento despenha-se, e attufando-se no charco, acceita as lisonjas ou o oiro immundo, que lhe atiram, embriaga-se com os outros perdidos, e renega da missão sacrosanta, que se lhe destinára no ceu.

Que é feito de tantos engenhos que despontaram nesta nossa terra desde que a imprensa libertada chamou os que sentiam chamejar em si um espirito não vulgar ao convivio das intelligencias? Que é feito dessas tres ou quatro épochas em que, nos ultimos quinze annos, a mocidade parecia querer deixar inteiramente aos pequeninos homens grandes do paiz o agitarem-se, o morderem-se, o devorarem-se acerca dos graves interesses, das profundas questões das bolhas de sabão politicas? Que é feito dessa phalange ardente, ambiciosa de uma gloria pura, que principiava a exercitar-se nas lides do entendimento? De tudo isso; de toda essa mocidade brilhante e esperançosa que resta? Algum crente solitario, que deplora em silencio a queda de tantos archanjos. Os outros sacerdotes, apostatando da religião das lettras, attiraram-se á arena das facções, e manchados pela baba dos odios civis, cobertos da lama das praças, arroxeados e sangrentos pelas punhadas do pugilato politico, desbaratando em esforços estereis a seiva interior, la vão disputando no meio de homens, gastos como a effigie de velha moeda, sobre qual ha de ser a forma do ataúde, e como se talhará a mortalha, em que o cadaver de Portugal deve descer á sepultura. Que outra coisa, de feito, ha ahi sobre que se dispute ainda?

Por isso, quando vejo começar a surgir entre nós um novo poeta; quando oiço a primeira harmonia que sussurra nas cordas de lyra noviça, quizera poder chegar-me escondidamente ao descuidado e inexperiente cantor, e dizer-lhe ao ouvido: Cala-te, alma virgem e bella; cala-te, que estás n’um prostibulo! Olha que elles não te ouçam! Se o teu hymno reboar por essas torpes alcovas, sabe que pouco tardará a hora de te prostituires.

O poeta portuguez d’hoje é a avezinha que enlevada nos seus gorgeios se balança depois do pôr do sol no ramo do ulmeiro pendente sobre o rio. As outras voaram para os seus ninhos, e ella deixou vir a noite, e ficou alli, triste, só, desconsolada, soltando a espaços um doloroso pio.

Poeta, n’esta terra é noite! Por que não te acolheste ao teu ninho? Agora o que te resta é morrer. Vae abrigar-te entre os orbes; vae derramar em canções a tua alma no seio immenso de Deos. Ahi é que sempre é dia.

Nós somos hoje o hilota embriagado, que se punha defronte da meza nas philitias de Sparta, para servir de licção de sobriedade aos mancebos. O Brazil é a moderna Sparta, de que Portugal é a moderna Helos.

Estas amarguradas cogitações surgiram-me na alma, com a leitura de um livro impresso o anno passado no Rio de Janeiro, e intitulado: Primeiros Cantos: Poesias por A. Gonçalves Dias. N’aquelle paiz de esperanças, cheio de viço e de vida, ha um ruido de lavor intimo, que sôa tristemente cá, n’esta terra onde tudo acaba. A mocidade, despregando o estandarte da civilisação, prepara-se para os seus graves destinos pela cultura das lettras; arroteia os campos da intelligencia; aspira as harmonias dessa natureza possante que a cerca; concentra n’um foco todos os raios vivificantes do formoso ceu, que a allumina; prova forças emfim para algum dia renovar pelas ideias a sociedade, quando passar a geração dos homens praticos e positivos, raça que lá deve predominar ainda; por que a sociedade brazileira, vergontea separada ha tão pouco da carcomida arvore portugueza, ainda necessariamente conserva uma parte do velho cepo. Possa o renovo dessa vergontea, transplantada da Europa para entre os tropicos, prosperar e viver uma bem longa vida, e não decahir tão cedo como nós decahimos!

É geralmente sabido que o jovem imperador do Brazil dedica todos os momentos que pode salvar das occupações materiaes de chefe do Estado ao culto das lettras. Mancebo, prende-se á mocidade, aos homens do futuro, por laços que de certo as revoluções não hão de quebrar; porque o progresso social não virá accomettel-o inopinadamente nas suas crenças e habitos. Quando a ideia se encarnar na realidade, o seu espirito como as outras intelligencias que o rodeiam, ter-se-ha alimentado della, e saudará como os seus mais alumiados subditos o pensamento progressivo. Não notaes n’estas tendencias do moço principe um symbolo do presente, e uma prophecia consoladora acerca do porvir do Brazil?

A imprensa na antiga America portugueza, balbuciante ha dois dias, já ultrapassa a imprensa da terra que foi metropole. Ás publicações periodicas, primeira expressão de uma cultura intellectual que se desinvolve, começam a associar-se as composições de mais alento—os livros. Ajuncte-se a este facto outro, o ser o Brazil o mercado principal do pouco que entre nós se imprime, e será facil conjecturar que no dominio das lettras, como em importancia e prosperidade, as nossas emancipadas colonias nos vão levando rapidamente de vencida.

Por si sós esses factos provariam antes a nossa decadencia, que o progresso litterario do Brazil. É um mancebo vigoroso que derriba um velho cachetico, demente e paralitico. O que completa, porêm, a prova é o exame não comparativo, mas absoluto, de algumas das modernas publicações brazileiras.

Os Primeiros Cantos são um bello livro; são inspirações de um grande poeta. A terra de Sancta Cruz que já conta outros no seu seio, pode abençoar mais um illustre filho.

O auctor, não o conhecemos; mas deve ser muito jovem. Tem os defeitos do escriptor ainda pouco amestrado pela experiencia: imperfeições de lingua, de metrificação, de estylo. Que importa? O tempo apagará essas maculas, e ficarão as nobres inspirações estampadas nas paginas deste formoso livro.

Quizeramos que as Poesias Americanas que são como o portico do edificio occupassem nelle maior espaço. Nos poetas transatlanticos ha por via de regra demasiadas reminiscencias da Europa. Esse Novo Mundo que deu tanta poesia a Saint-Pierre e a Chateaubriand é assaz rico para inspirar e nutrir os poetas que crescerem á sombra das suas selvas primitivas.

Como argumento disso, como exemplo da verdadeira poesia nacional do Brazil citarei aqui dous trechos das Poesias Americanas: o Canto do Guerreiro e um fragmento Morro do Alecrim.

(Aqui vem transcripta por inteiro a poesia intitulada «O canto do Guerreiro» (pag. 4) e as ultimas strophes do «Morro do Alecrim».)

Abstendo-me de outras citações, que occupariam demasiado espaço, não posso resistir a tentação de transcrever das Poesias Diversas uma das mais mimosas composições lyricas, que tenho lido na minha vida.

(Aqui vem transcripta a poesia intitulada «Seos olhos». Veja-se pag. 19.)

Se estas poucas linhas, escriptas de abundancia de coração, passarem os mares, receba o auctor dos Primeiros Cantos o testemunho sincero de sympathia, que a leitura do seu livro arrancou a um homem, que o não conhece, que provavelmente não o conhecerá nunca, e que não costuma nem dirigir aos outros elegios encommendados, nem pedil-os para si.

Lisboa (Ajuda) 30 de Novembro de 1847.

A. HERCULANO.

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