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  1. Frisco I
  2. Máo exordio II
  3. Spleen III
  4. Os passageiros do Colima IV
  5. Salve, Brazil! V
  6. Filha e Mãi VI
  7. A socia do club exoterico VII
  8. As joias do judeu VIII
  9. Uma intrigante IX
  10. Noche triste. X
  11. O berço de Lupe XI
  12. O adeus XII
  13. Chfftpmnth!... XIII
  14. Omnia vanitas! XIV
  15. Teria razão Miss Jackson?! XV
  16. Carta de Lupe XVI
  17. Pobre señorita! XVII
  18. NOTA
  19. INDICE
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Lupe

Affonso Celso de Assis Figueiredo

kostenlos · 18.179 Wörter · ~1 Std. Lesezeit

Text von Project Gutenberg

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AFFONSO CELSO

LUPE

(Segunda edição corrigida e com um prefacio novo)

PERNAMBUCO
HUGO & C.—Editores
79, Rua do Imperador, 79
1895


A
URBANO DUARTE
E
CORRÊA DE MENEZES,
Amigos nos bons e nos máos tempos.


Dos ensaios litterarios que ultimamente tenho dado a lume, foi Lupe o que suscitou mais vivas e contradictorias apreciações.

Criticos houve, tão exaggeradamente benevolos, que de primorosa qualificaram a singela narrativa, chegando ao extremo de emparelhal-a com Cinco Minutos de José de Alencar e Graziella de Lamartine.

Outros, em compensação, a acoimaram de romancete fraco e ephemero, onde a acção se arrasta enfadonhamente, com defeitos notaveis de forma e escandalosos erros de observação.

E, conforme os habitos da terra, depois de malsinar o livro, atiraram-se desapiedados contra o autor, chamando-lhe vaidoso, ignorante, humilhador da patria lingua e quejandas amenidades.

Em consciencia, reputo-me autorisado a repetir os versos da tragedia raciniana:

.... Je n’ai mérité
Ni cet excès d’honneur, ni cette indignité!

Lupe não passa de modesto episodio de viagem, despreoccupadamente contado, sem pretenção de especie alguma.

Achei prazer em escrevel-o, e, simplesmente por isso, o escrevi.

Publiquei-o com a inoffensiva esperança de transmittir a outros uma parte d’esse prazer.

E parece que não me illudi de todo nos meus intuitos, pois duas tiragens de Lupe,—mil exemplares cada uma,—a despeito da epocha turbada em que se expuzeram á venda, dentro de breves dias se esgotaram.

Entre os senões apontados pelos censores, confesso que varios se me afiguraram justos. Corrigi-os na presente edição e me esforçarei por não reincidir.

A alguns, porém, peço venia para offerecer ligeira contestação.

—Desagrada em vossas producções,—accusaram-me,—o tom intensamente pessoal que n’ellas impéra. Falais em demasia de vós mesmo. D’ahi a pécha de vaidoso que vos assacaram.

Como o orador romano, podem n’este ponto bradar os profligadores: habemus confitentem reum.

Sim; todo o meu empenho consiste exactamente em imprimir, nos meus trabalhos litterarios a mais funda feição individual possivel.

Segundo o meu ideial,—falso talvez, mas sincero,—tanto maior se revela o artista quanto mais singular a sua obra, isto é, quanto mais se destaca da dos outros, affirmando nitidamente, por meio de suas peculiaridades, o eu de quem a criou.

Ignoro o que seja arte impessoal.

Ponderou muito bem um amigo que accorreu em minha defesa: “n’um trabalho d’arte tudo trae a mão que o fez, o cerebro que o pensou, o coração que o sentio; o cunho do temperamento individual é condição essencialissima para sua vitalidade.”

De facto, mesmo os objectivistas e impassiveis, sem embargo de quaesquer artificios, assignala-os e distingue-os essa propria impassibilidade ou objectivismo.

Quando menos, eil-os particularisados no estylo, onde cada qual, máo grado seu, estampa o seu sello original.

Até na arte photographica, que se limita á reproducção automatica das apparencias, patenteia-se a personalidade do artista na distribuição dos grupos, na selecção das posições e dos objectos photographados, em mil traços, em summa, inconscientes e caracteristicos.

—Mas,—insistirão,—escolheis assumptos excessivamente intimos. Vossos escriptos são auto-biographias. A egomania vos domina.

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Lupe von Affonso Celso de Assis Figueiredo. Der Text ist in den USA gemeinfrei, digitalisiert von den Freiwilligen von Project Gutenberg. Wir liefern ihn aus unserer eigenen Kopie aus.

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