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  1. *EÇA DE QUEIROZ*
  2. *COELHO NETO*
  3. GUERRA JUNQUEIRO
  4. PÁTRIA
  5. TERCEIRA EDIÇÃO
  6. DO MESMO AUTOR
  7. A ENTRAR NO PRÉLO:
  8. A SAIR BREVEMENTE:
  9. PROPRIEDADE DOS EDITORES
  10. ACTORES
  11. *PÁTRIA*
  12. SCENA I
  13. OPIPARUS:
  14. CIGANUS:
  15. OPIPARUS:
  16. OPIPARUS:
  17. MAGNUS:
  18. OPIPARUS:
  19. CIGANUS:
  20. OPIPARUS:
  21. MAGNUS:
  22. CIGANUS:
  23. OPIPARUS:
  24. MAGNUS:
  25. OPIPARUS:
  26. CIGANUS:
  27. CIGANUS:
  28. OPIPARUS:
  29. CIGANUS:
  30. CIGANUS:
  31. CIGANUS:
  32. CIGANUS:
  33. CIGANUS:
  34. OPIPARUS:
  35. SCENA II
  36. CIGANUS:
  37. OPIPARUS:
  38. O REI:
  39. MAGNUS:
  40. CIGANUS:
  41. MAGNUS:
  42. MAGNUS:
  43. OPIPARUS:
  44. CIGANUS:
  45. MAGNUS:
  46. O REI:
  47. CIGANUS:
  48. CIGANUS:
  49. O REI:
  50. CIGANUS:
  51. OPIPARUS:
  52. SCENA III
  53. O REI:
  54. O REI:
  55. SCENA IV
  56. OPIPARUS:
  57. CIGANUS:
  58. CIGANUS:
  59. O REI:
  60. OPIPARUS:
  61. CIGANUS:
  62. O REI:
  63. CIGANUS:
  64. CIGANUS:
  65. OPIPARUS:
  66. O REI:
  67. OPIPARUS:
  68. O REI:
  69. SCENA V
  70. O REI:
  71. SCENA VI
  72. CIGANUS:
  73. OPIPARUS:
  74. O REI:
  75. OPIPARUS:
  76. CIGANUS:
  77. OPIPARUS:
  78. CIGANUS:
  79. O REI:
  80. O REI:
  81. OPIPARUS:
  82. O REI:
  83. CIGANUS:
  84. OPIPARUS:
  85. O DOIDO:
  86. CIGANUS:
  87. OPIPARUS:
  88. O REI:
  89. CIGANUS:
  90. O REI:
  91. SCENA VII
  92. SCENA VIII
  93. ASTROLOGUS:
  94. O REI:
  95. ASTROLOGUS:
  96. O REI:
  97. ASTROLOGUS:
  98. O REI:
  99. ASTROLOGUS:
  100. CIGANUS:
  101. O REI:
  102. ASTROLOGUS:
  103. OPIPARUS:
  104. ASTROLOGUS:
  105. CIGANUS:
  106. O REI:
  107. ASTROLOGUS:
  108. O REI:
  109. ASTROLOGUS:
  110. CIGANUS:
  111. OPIPARUS:
  112. CIGANUS:
  113. O REI:
  114. SCENA IX
  115. CIGANUS:
  116. O REI:
  117. CIGANUS:
  118. O REI:
  119. O REI:
  120. O REI:
  121. OPIPARUS:
  122. O REI:
  123. OPIPARUS:
  124. O REI:
  125. CIGANUS:
  126. O REI:
  127. O REI:
  128. O REI:
  129. OPIPARUS:
  130. SCENA X
  131. O REI:
  132. O REI:
  133. MAGNUS:
  134. CIGANUS:
  135. OPIPARUS:
  136. CIGANUS:
  137. O REI:
  138. O REI:
  139. MAGNUS:
  140. MAGNUS:
  141. OPIPARUS:
  142. CIGANUS:
  143. O REI:
  144. SCENA XI
  145. O REI:
  146. OPIPARUS:
  147. CIGANUS:
  148. O REI:
  149. OPIPARUS:
  150. O REI:
  151. O REI:
  152. OPIPARUS:
  153. OPIPARUS:
  154. O REI:
  155. CIGANUS:
  156. O REI:
  157. OPIPARUS:
  158. O REI:
  159. CIGANUS:
  160. OPIPARUS:
  161. O REI:
  162. OPIPARUS:
  163. O REI:
  164. CIGANUS:
  165. O REI:
  166. CIGANUS:
  167. OPIPARUS:
  168. O REI:
  169. O REI:
  170. CIGANUS:
  171. O REI:
  172. CIGANUS:
  173. OPIPARUS:
  174. O REI:
  175. SCENA XII
  176. SCENA XIII
  177. SCENA XIV
  178. SCENA XV
  179. SCENA XVI
  180. SCENA XVII
  181. SCENA XVIII
  182. SCENA XIX
  183. O ESPECTRO DE D. JOAO VI:
  184. SCENA XX
  185. O ESPECTRO DE D. MARIA II:
  186. SCENA XXI
  187. O ESPECTRO DE D. LUIS
  188. O REI:
  189. O ESPECTRO DE NUNALVARES:
  190. SCENA XXII
  191. SCENA XXIII
  192. FIM
  193. ANOTAÇÕES
  194. COLECÇÃO LUSITANIA
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Pátria

Abílio Manuel Guerra Junqueiro

kostenlos · 32.446 Wörter · ~2 Std. Lesezeit

Text von Project Gutenberg

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Nasceu em Freixo de Espada á Cinta em 12 de Setembro de 1850. Guerra Junqueiro é o nosso maior poeta vivo e um dos maiores poetas portugueses de todos os tempos. O seu génio profundo e vasto, a sua sensibilidade lírica verdadeiramente excepcional, o seu maravilhoso poder de expressão e de evocação, permitiram-lhe ser grande em todos os géneros de poesia. Desde as sátiras violentas que são a «Velhice do Padre Eterno» e a «Morte de D. João» até ao lirismo enternecido e humano dos «Simples», foi sempre um poeta original e forte, absolutamente incomparável; mas onde o seu génio se manifesta em toda a sua gloriosa expansão é na «Pátria», sátira e lirismo amalgamados na mais imprevista grandeza épica, grito de esperança dum povo, redimido emfim da sua decadência antiga. Depois de publicar a «Pátria», Junqueiro evolucionou para uma mais larga compreensão do mundo e da vida; daí as suas «Orações», dum intenso lirismo panteista e cristão, no mais nobre sentido desta palavra: daí tambêm «A Unidade do Ser», livro em que a sua prodigiosa e sempre moça imaginação se alia a um seguro conhecimento dos fenómenos biológicos.

*EÇA DE QUEIROZ*

O Crime do Padre Amaro, 1 vol. 1$20 Primo Basílio, 1 vol. 1$00 O Mandarim, 1 vol. $50 Os Maias, 2 vol. 2$00 A Relíquia, 1 vol. 1$00 Correspondência de Fradique Mendes $60 A Cidade e as Serras, 1 vol. $80 A Ilustre Casa de Ramires, 1 vol. 1$00 Prosas Bárbaras, 1 vol. $60 Contos, 1 vol. $60 Cartas de Inglaterra, 1 vol. $50 Ecos de Paris, 1 vol. $50 Cartas familiares e bilhetes postais de Paris, 1 vol. $50 As Minas de Salomão (tradução) $60 Notas Contemporâneas (ideias sôbre literatura e arte), 1 vol. 1$00 Ultimas páginas, 1 vol 1$00

*COELHO NETO*

Sertão, 1 vol. $60 A Bico de Pena, 1 vol. $70 Agua de Juventa, 1 vol. $70 Romanceiro, 1 vol. $50 Teatro, vol. I $80 Teatro, vol. II $40 Teatro vol. IV $50 Fabulário, 1 vol. $50 Jardim das Oliveiras, 1 vol. $50 Esfinge, 1 vol. $60 gravuras, 1 vol. $50 Inverno em Flor. 1 vol. $70 Mistérios do Natal, contos para crianças, 1 vol. $50 Morto (O), memórias de um fuzilado $60 Rei Negro (O), 1 vol. $80 Miragem, 1 vol. $60 Capital Federal, 1 vol. $60 Apólogos, contos para crianças, com A Conquista, 1 vol. $70 A Tormenta, 1 vol. $60 Tréva, 1 vol. $70 Banzo, 1 vol. $50 Teatro, vol. V. $50 O Turbilhão $70

[Figura: Guerra Junqueiro]

GUERRA JUNQUEIRO

PÁTRIA

Esta é a ditosa pátria minha amada.

Camões.

TERCEIRA EDIÇÃO

PORTO Livraria Chardron, de Lélo & Irmão, editores—Rua das Carmelitas, 144

1915

Todos os direitos reservados

DO MESMO AUTOR

(Edições de LÉLO & IRMÃO)

A Velhice do Padre Eterno (edição profusamente ilustrada por Leal da Câmara), 1 vol. br. 1$00 A Vitória da França $10 Pátria, 3.^a edição, 1 vol. br. $80 Finis Patriae $30 O Crime $20 Lágrima $10 Oração ao Pão $12 Oração à Luz $20 Marcha do ódio $30

A ENTRAR NO PRÉLO:

Oração à Flor.—Oração ao Homem.

A SAIR BREVEMENTE:

Unidade do Sêr (estudo filosófico e scientífico).

PROPRIEDADE DOS EDITORES

A propriedade literária e artística está garantida em todos os países que aderiram á Convenção de Berne—(Em Portugal, pela lei de 18 de Março de 1911. No Brasil, pela lei n.^o 2577 de 17 de Janeiro de 1912).

Porto—Imprensa Moderna

_Á alma do meu amigo

Dr. José Falcão_

_Aos meus amigos

Basílio Teles

José Pereira de Sampaio_

ACTORES

Um doido.
O rei.
Magnus, duque de S. Vicente de Fóra.
Opiparus, príncipe d'Oiro Alegre.
Ciganus, marquês de Saltamontes.
Astrologus, cronista-mór de el-rei.
Iago, antigo cão de fila, dentes pôdres, obeso, gordura flácida.
Judas, cão mestiço de lôbo, carcunda, sarnento, olhar falso, injectado de bílis.
Veneno, fraldiqueirito anão, ladrinchador e lambareiro.

*PÁTRIA*

Noite de tormenta. Céu caliginoso, mar em fúria, ventanias trágicas, relâmpagos distantes. O castelo do rei à beira-mar. Sala de armas. Nos muros, entre panóplias, os retratos em pé da dinastia de Bragança. Agachados ao lume, os três cães familiares de el-rei,—Iago, Judas, Veneno. Entram Opiparus, Magnus e Ciganus. Sentam-se, afagando os cães. Magnus poisa na mesa um pergaminho com o sêlo rial. É o tratado com a Inglaterra.

SCENA I

CIGANUS, apontando o pergaminho e rindo:

Necrológio a assinar pelo defunto!

MAGNUS, com gravidade:

            É urgente:
Salvamo-nos…

OPIPARUS, acendendo um charuto:

            Perdendo a honra… felizmente!
Inda bem! inda bem! vai-se a ária das Quinas…

MAGNUS, convicto:

Glorioso pendão sôbre um castelo em ruínas…

OPIPARUS:

O pendão! o pendão!… um trapo bicolor,
A que hoje o mundo limpa o nariz… por favor.

CIGANUS:

Emquanto a mim, que levem tudo, o reino em massa,
Pouco importa; o demónio é que o levem de graça.
Mas agora acabou-se!… e, em logar de protesto,
Vejamos antes se o ladrão nos compra o resto…
Um bom negócio… hein?!… manobrado com arte…

OPIPARUS, soprando o fumo do charuto:

Dou por cem libras, quem na quer? a minha parte…

MAGNUS, grandioso:

Quando d'ânimo leve o príncipe assim fala,
Não se queixem depois que a dinamite estala,
Nem se admirem de ver o país qualquer dia
Na mais desenfreada e tremenda anarquia!
Prudência! haja prudência, ao menos, meus senhores…
É grave a ocasião… gravíssima!… Rumores
De medonha tormenta andam no ar… Cuidado!
Não desanimo, é certo… Um povo que deu brado,
Uma nação heróica entre as nações do mundo,
Há-de viver… É longo o horizonte e é fecundo!…
Creio ainda no meu país, na minha terra!…
Guardo a esp'rança…

deine Stelle wird wiederhergestellt…

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  • A Velhice do Padre Eterno
    Guerra Junqueiro aponta os seus versos diretamente à Igreja, imaginando Deus Pai como um velho gasto, rodeado de padres que lucram com ele. É poesia anticlerical zangada e sarcástica de 1885, mais indicada para leitores que gostem de ver um satírico a todo o vapor.

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Pátria von Abílio Manuel Guerra Junqueiro. Der Text ist in den USA gemeinfrei, digitalisiert von den Freiwilligen von Project Gutenberg. Wir liefern ihn aus unserer eigenen Kopie aus.

tale.fyi