Ecco come apparirà la lettura.
Ubirajara
Lenda Tupi
testo da Project Gutenberg
scorri, per favore ↓continua ↓
(ricomincia)
| I | —O caçador | 5 |
| II | —O guerreiro | 15 |
| III | —A noiva | 24 |
| IV | —A hospitalidade | 37 |
| V | —Servo do amor | 51 |
| VI | —O combate nupcial | 61 |
| VII | —A guerra | 74 |
| VIII | —A batalha | 85 |
| IX | —União dos arcos | 92 |
| Notas | 101 |
UBIRAJARA
I
O CAÇADOR
Pela marjem do grande rio caminha Jaguarê, o joven caçador.
O arco pende-lhe ao hombro, esquecido e inutil. As flechas dormem no coldre da uiraçaba.
Os veados saltam das moitas de ubaia e vêm retouçar na grama, zombando do caçador.
Jaguarê não vê o timido campeiro; seus olhos buscam um inimigo capaz de rezistir-lhe ao braço robusto.
O rujido do jaguar abala a floresta; mas o caçador tambem despreza o jaguar, que já cançou de vencer.
Elle chama-se Jaguarê, o mais feroz jaguar da floresta; os outros fojem espavoridos quando de lonje o presentem.
Não é esse o inimigo que procura, porém outro mais terrivel, para vencel-o em combate de morte e ganhar nome de guerra.
Jaguarê chegou á idade em que o mancebo troca a fama do caçador pela gloria do guerreiro.
Para ser aclamado guerreiro por sua nação é precizo que o joven caçador conquiste esse titulo por uma grande façanha.
Por isso deixou a taba dos seus e a prezença de Jandira, a virjem formoza que lhe guarda o seio de espoza.
Mas o sol tres vezes guiou o passo rapido do caçador através das campinas, e tres vezes como agora deitou-se além nas montanhas da Aratuba, sem mostrar-lhe um inimigo digno de seu valor.
A sombra vai decendo da serra pelo vale e a tristeza cae da fronte sobre a face de Jaguarê.
O joven caçador empunha a lança de duas pontas, feita da roxa craúba, mais rija que o ferro.
Nenhum guerreiro brandiu jámais essa arma terrivel, que sua mão primeiro fabricou.
Lá estaca o joven caçador no meio da campina. Volvendo ao céu o olhar torvo e iracundo, solta ainda uma vez seu grito de guerra.
O bramido rolou pela amplidão da mata e foi morrer lonje nas cavernas da montanha.
Respondeu o ronco da sucurí na madre do rio e o urro do tigre escondido na furna; mas outro grito de guerra não acudiu ao dezafio do caçador.
Jaguarê arremessou a lança, que vibrou nos ares e foi cravar-se além no grosso tronco da emburana.
A copa frondoza ramalhou, como as palmas do coqueiro ao sopro do vento, e o tronco gemeu até á raiz.
O caçador repouza á sombra de sua lança.
Salta uma corça da mata e veloz atravessa a campina.
Mais veloz a persegue gentil caçadora com a seta embebida no arco flexivel.
Ergue-se Jaguarê.
Seu olhar ardente voou, sofrego de encontrar o inimigo que lhe tardava.
Avistando uma mulher, a alegria do mancebo apagou-se no rosto sombrio.
Pela faxa côr de ouro, tecida das penas do tucano, Jaguarê conheceu que era uma filha da valente nação dos Tocantins, senhora do grande rio, cujas marjens elle pizava.
A liga vermelha que cinjia a perna esbelta da estranjeira dizia que nenhum guerreiro jámais possuira a virjem formoza.
A corça veiu cair aos pés de Jaguarê, atravessada pela flecha certeira da joven caçadora que a seguia de perto.
A virjem reconheceu o cocar da nação que na ultima lua chegára aos campos do Taari e da qual os pajés tinham dado noticia.
—Guerreiro araguaia, pois vejo pela pena vermelha de teu cocar que pertences a essa nação valente; se pizas os campos dos Tocantins como hospede, bem vindo sejas; mas se vens como inimigo, foje, para que tua mãi não chore a morte de seu filho e tenha quem a proteja na velhice.
ripristino il tuo punto di lettura…
carico il resto…