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  1. NOCTURNOS
  2. GONÇALVES CRESPO
  3. NOCTURNOS
  4. LISBOA 18, Rua Oriental do Passeio 1882
  5. A MINHA MULHER MARIA AMALIA VAZ DE CARVALHO
  6. CONFIDENZA
  7. O VELHINHO
  8. A J. Cesar Machado
  9. ANIMAL BRAVIO
  10. A Melle Eugenia Vizeu
  11. AD AGROS
  12. A NUVEM
  13. De Th. Gauthier
  14. O JURAMENTO DO ARABE
  15. A Teixeira de Queiroz
  16. NUM LEQUE
  17. OLHOS DE JUDIA
  18. H. HEINE NUMEROS DO INTERMEZZO
  19. A Melle Louìse de Almeida e Albuquerque
  20. I
  21. II
  22. III
  23. IV
  24. V
  25. VI
  26. VII
  27. VIII
  28. IX
  29. X
  30. XI
  31. XII
  32. XIII
  33. XIV
  34. XV
  35. XVI
  36. XVII
  37. XVIII
  38. XIX
  39. XX
  40. XXI
  41. XXII
  42. XXIII
  43. XXIV
  44. O MINUÊTE
  45. Ao dr. Thomaz de Carvalho
  46. O COVEIRO
  47. A Alberto Braga
  48. ADEUS!
  49. CAMONEANA
  50. I
  51. NA EGREJA DAS CHAGAS
  52. Ao dr. A. A. de Carvalho Monteiro
  53. II
  54. A LEITURA DOS LUSIADAS
  55. A Vicente Pindella
  56. III
  57. ANNOS DEPOIS
  58. A Bernardo Pindella
  59. ESPHYNGE
  60. Traducção de uns versos de Alexandre Dumas escriptos num leque em que estava pintada uma Esphynge
  61. A CEIA DE TIBERIO
  62. Ao dr. J. Frederico Laranjo
  63. TRIO DE POETAS
  64. I
  65. JOÃO DE LEMOS
  66. Ao Visconde de Pindella
  67. II
  68. JOÃO DE DEUS
  69. A Anthero do Quental
  70. III
  71. JOÃO PENHA
  72. A Augusto Sarmento
  73. CHYMERAS
  74. A meu tio João de Almeida e Albuquerque
  75. ODOR DI FEMINA
  76. A Alberto Pimentel
  77. EM CAMINHO DA GUILHOTINA
  78. Á Senhora Condessa de Sabugoza
  79. A VIUVA
  80. Á Senhora D. Margarida Street
  81. FLÔR DO PANTANO
  82. A Bulhão Pato
  83. A RESPOSTA DO INQUISIDÔR
  84. A meu tio Luiz de Almeida e Albuquerque
  85. I
  86. II
  87. III
  88. IV
  89. V
  90. VI
  91. VII
  92. VIII
  93. IX
  94. X
  95. XI
  96. XII
  97. XIII
  98. XIV
  99. XV
  100. XVI
  101. FERVET AMOR
  102. Ao dr. Antonio Candido
  103. NA ALDEIA
  104. A Christovam Ayres
  105. ESTUDANTINA
  106. AS ONDINAS
  107. H. HEINE
  108. Ao Visconde de Castilho II
  109. NO JOGO DAS CANNAS
  110. A Camillo Castello Branco
  111. NUNCA EU TE LÊSSE, BALLADA!
  112. A NEGRA
  113. Ao dr. A. A. da Fonseca Pinto
  114. MATER DOLOROSA
  115. A Rangel de Lima
  116. AS PRIMEIRAS LAGRIMAS DE EL-REY
  117. A M. Pinheiro Chagas
  118. I
  119. II
  120. III
  121. IV
  122. V
  123. VI
  124. VII
  125. VIII
  126. IX
  127. X
  128. O CURA SANCTA CRUZ
  129. CONTO DE A. DAUDET
  130. Ao dr. Sousa Martins
  131. A VENDA DOS BOIS
  132. Ao dr. J. de Vasconcellos Gusmão
  133. I
  134. II
  135. III
  136. AO RABEQUISTA EUGENIO DEGREMONT
  137. Recitada na noite de 25 de fevereiro de 1876 no theatro de S. João do Porto
  138. AS VELHAS NEGRAS
  139. A M.me Aline de Gusmão
  140. O RELOGIO
  141. No album de Eduardo Burnay
  142. A MORTE DE D. QUICHOTE
  143. Ao Conde de Sabugosa
  144. INDICE
  145. TERMINOU-SE A IMPRESSÃO NOS PRELOS DA
  146. IMPRENSA NACIONAL DE LISBOA
  147. a 6 de março de 1882
  148. 18, Rua Oriental do Passeio LISBOA
  149. Lista de erros corrigidos
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Nocturnos

Gonçalves Crespo

kostenlos · 9.818 Wörter · ~39 Min. Lesezeit

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Nota de editor: Devido à existência de erros tipográficos neste texto, foram tomadas várias decisões quanto à versão final. Em caso de dúvida, a grafia foi mantida de acordo com o original. No final deste livro encontrará a lista de erros corrigidos.

Rita Farinha (Novembro 2013)






NOCTURNOS

D'esta edição tiraram-se mais trinta exemplares que não entraram no mercado; sendo:

12 exemplares em papel Japãon.os 1 a 12
12 exemplares em papel Whatmann.os 13 a 24
12 exemplares em papel Chinan.os 25 a 30





GONÇALVES CRESPO




NOCTURNOS





LISBOA

18, Rua Oriental do Passeio

1882






Direitos reservados







LISBOA—Imprensa Nacional






A MINHA MULHER

MARIA AMALIA VAZ DE CARVALHO





A ti, ó boa e rara e fiel amiga,

A mais sancta e a melhor das companheiras,
A ti, ó flôr mimosa e alma antiga,
—Doce Premio que ris ao meu cançaço—
A ti, ó meu Conselho, estas ligeiras
Folhas que ponho a medo em teu regaço.





CONFIDENZA





Perguntaste-me um dia a vida que eu levava.

Mimosa e eburnea flôr,

Em antes de te vêr; respondo-te: sonhava...

Ouviste, meu amôr?


Não era bem sonhar: ás vezes largo espaço

Ficava-me a sorrir

Para os quadros que eu via em luminoso traço

Nas télas do porvir.


Presta-me o ouvido attento, escuta-me, querida,

Os que me lembram mais:

Assim, fita nos meus, ó pomba estremecida,

Os olhos teus leaes!


Olha este quadro e vê: o campo alegre e franco,

Uma aurora de abril:

Da larga estrada á beira um campanario branco,

O céu profundo anil.


De uma casa á janella uma creança loura,

Loura como um trigal:

Fiando á luz do sol que leve a sobredoura

De aureola ideal.


Toda risos e festa a doce creatura

Olhava para mim,

E eu repetia a sós: «alcanço-te, ventura!

Serei feliz emfim!»


De um outro quadro então recordo-me saudoso,

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—

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Nocturnos von Gonçalves Crespo. Der Text ist in den USA gemeinfrei, digitalisiert von den Freiwilligen von Project Gutenberg. Wir liefern ihn aus unserer eigenen Kopie aus.

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